Moreira D'Azevedo

A PINTURA PERCEPCIONISTA NA ARTE DE

MOREIRA D'AZEVEDO

 

Entre os artistas atuais que se distinguem por seguirem as modalidades estilísticas dos famosos pintores do princípio do século, adeptos da arte dita “Fantástica” (relativa à fantasia) e cujo maior expoente moderno poderá e deverá ser considerado Mestre Lima de Freitas, conta-se, com assinalável mérito pela mestria das suas obras, o pintor portuense Moreira de Azevedo.

Sem influências diretas conscientes, antes pela intuitiva inspiração, estão-lhe no sangue Braque, Chagall, Modigliani, todos aqueles Mestres que entraram na glória das páginas da História da Arte Universal e mantinham por ambição maior o lema de buscarem a forma plástica e psíquica da realidade para os campos do desconhecido, do sonho, do mistério, do esotérico, do subjetivo, criando novas imagens físicas do real impregnadas das forças espirituais, como fonte descritiva e racional da sua vida intelectiva.

A objetividade, transformada pela sua fórmula de liberdade criativa, persegue a linguagem dos símbolos, dos signos e dos sinais de uma semiótica físico-estética, sublinhada pela modernidade, onde o idealismo vivencial torna o crédito de valores essenciais de uma ciência de transcendências metafísicas, psicológicas, filosóficas.

Indiretamente, por vezes, as suas telas dão voz ao onírico que busca os aspectos do ignoto; anímico; daí nasce às alegorias, as formas totêmicas, por vezes, também surrealistas.